A sombra (Schatten) é um dos conceitos mais importantes do psicólogo suíço Carl Gustav Jung. A ideia de sombra significa todo o conteúdo que é recalcado, desprezado, colocado de lado. Em princípio, indica fatores negativos, sombrios, que são identificados com o mal, com o que é ruim, com o que é maldade. Por outro lado, os conteúdos – deixados de lado – podem ser úteis e criativos.

Uma pergunta simples para começarmos a entender a nossa própria sombra é: “O que te irrita e incomoda no comportamento dos outros? O que você acha absurdo? Desprezível? Digno de pena? O que para você é insuportável e inconcebível?”

Se você for fundo e fizer esta lista, você já estará se aproximando da sua própria sombra. Isto porque estes conteúdos são normalmente projetados nas outras pessoas. Em outras palavras, vemos a nossa sombra no outro, fora de nós e somente com muito esforço e autoconsciência podemos voltar o olhar para dentro e entender que o que desprezamos, odiamos, negamos fora está dentro.

Que eu faça um mendigo sentar-se à minha mesa, que eu perdoe aquele que me ofende e me esforce por amar, inclusive o meu inimigo, em nome de Cristo, tudo isto, naturalmente, não deixa de ser uma grande virtude. O que faço ao menor dos meus irmãos é ao próprio Cristo que faço. Mas o que acontecerá, se descubro, porventura, que o menor, o mais miserável de todos, o mais pobre dos mendigos, o mais insolente dos meus caluniadores, o meu inimigo, reside dentro de mim, sou eu mesmo, e precisa da esmola da minha bondade, e que eu mesmo sou o inimigo que é necessário amar?” (C. G. Jung)

Evidentemente, o conceito de sombra na obra de Jung é muito complexo. Se quiser saber mais sobre este autor, veja o site Curso Jung

Nota – Não possuo nenhum direito autoral pelo vídeo. Apenas compartilho por estar disponível no youtube.

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Auto-Ajuda

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